A presidente do México, Claudia Sheinbaum, foi transferida para um navio da Marinha atracado no oceano Pacífico por motivos de segurança, informou o governo na madrugada desta segunda-feira (26). A medida foi tomada depois de uma série de ataques atribuídos ao Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), desencadeados pela morte do seu principal líder, Nemesio “El Mencho” Oseguera, em 22 de fevereiro de 2026.
Segundo autoridades federais, a operação que resultou na morte de Oseguera ocorreu na zona rural do estado de Michoacán e contou com a participação de tropas do Exército, da Guarda Nacional e de agentes de inteligência. O cartel reagiu logo em seguida com bloqueios de rodovias, incêndio de veículos particulares, ônibus e caminhões de carga, além de ataques a estabelecimentos comerciais em pelo menos 20 estados mexicanos.
Relatórios preliminares do Ministério da Segurança apontam que os ataques deixaram vários feridos, embora o número oficial de vítimas ainda não tenha sido divulgado. Governos estaduais relataram “pânico generalizado” em cidades atingidas pelos bloqueios, que provocaram longas filas de carros e interromperam o transporte de mercadorias em rotas estratégicas do país.
Evacuação emergencial
Diante da escalada de violência, o gabinete de segurança nacional decidiu remover a presidente de sua sede oficial, na Cidade do México, para uma fragata da Marinha posicionada em águas internacionais próximas ao litoral de Guerrero. De acordo com nota divulgada pela Secretaria de Governo, a estadia de Sheinbaum na embarcação é “temporária” e tem como objetivo “garantir a continuidade das funções presidenciais” enquanto forças federais atuam no interior do país.
O deslocamento da chefe do Executivo foi realizado de helicóptero, acompanhado por escolta da Força Aérea. Fontes militares ouvidas pela imprensa local afirmam que a presidente mantém comunicação constante com o gabinete e com os governadores estaduais por videoconferência.
Reação das autoridades
O secretário de Defesa, general Alejandro Robles, declarou em coletiva que “todas as forças disponíveis” foram mobilizadas para conter os ataques e restabelecer a ordem. A Procuradoria-Geral da República abriu investigações para identificar os autores dos incêndios e bloqueios, que podem ser enquadrados em crimes de terrorismo.
Governos de países vizinhos, como Estados Unidos e Guatemala, reforçaram a segurança em suas fronteiras após relatos de possíveis fugas de integrantes do CJNG. A embaixada norte-americana emitiu alerta aos seus cidadãos recomendando evitar viagens não essenciais a diversas regiões do México.
Até o momento, não há previsão oficial para o retorno de Claudia Sheinbaum à residência presidencial. O governo informou apenas que novas atualizações serão divulgadas “conforme a situação evolua”.
A morte de “El Mencho” representa um dos golpes mais significativos já desferidos contra o tráfico de drogas no país, mas também reacendeu temores sobre uma possível fragmentação do CJNG e o surgimento de disputas internas pelo controle das rotas de entorpecentes.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MatoGrossoAoVivo
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