O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, declarou que qualquer agente público que se afaste dos “valores de Deus” ao tomar decisões em benefício da sociedade acaba, na prática, “curvando-se à tentação do diabo”. A afirmação foi feita nesta segunda-feira (data não divulgada pela assessoria) durante pronunciamento que tratou da presença de princípios cristãos na administração pública.
Mendonça defendeu que atos estatais precisam estar alinhados a fundamentos morais e éticos de inspiração religiosa. Segundo ele, somente a observância desses preceitos garante “justiça social verdadeira” e fortalece a legitimidade das instituições.
“Quem não age segundo os valores de Deus pelo bem do povo se curva à tentação do diabo”, enfatizou o magistrado, reforçando a importância de líderes políticos e jurídicos pautarem suas práticas por ensinamentos cristãos. O ministro afirmou ainda que a adoção de parâmetros espirituais não fere a laicidade do Estado, mas, ao contrário, oferece orientação para a promoção do interesse coletivo.
Defesa recorrente de princípios cristãos
Integrante do STF desde dezembro de 2021, Mendonça tem histórico de manifestações públicas em defesa da fé cristã aplicada à esfera estatal. Ex-advogado-geral da União e ex-ministro da Justiça, o magistrado costuma citar passagens bíblicas para justificar a necessidade de condutas éticas na política e no Judiciário.
Nesta última intervenção, o ministro sustentou que desvios de conduta costumam ocorrer quando gestores “relativizam” valores absolutos. Para ele, a proximidade com diretrizes religiosas impediria o enfraquecimento das instituições e ajudaria a combater práticas ilícitas, como corrupção e abuso de poder.
Mendonça não detalhou quais medidas concretas poderiam ser adotadas para garantir a conformidade de decisões estatais com os valores mencionados. Também não houve, até o momento, reação oficial de outras autoridades do Judiciário ou do Executivo às declarações.
O discurso integra uma série de eventos em que o ministro tem participado para debater o papel da moralidade na construção de políticas públicas. Em ocasiões anteriores, ele já havia afirmado que a ética cristã é “fundamental” para o fortalecimento da democracia e a proteção dos direitos fundamentais.
A fala mais recente reforça a linha de posicionamento adotada por Mendonça desde que assumiu a cadeira no Supremo: a de que a fé e os princípios religiosos podem — e devem — orientar decisões voltadas ao interesse coletivo, sem que isso comprometa o caráter plural do Estado brasileiro.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de No Centro do Poder
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