O empresário e piloto Pedro Turra, de 19 anos, alvo de investigação por agredir gravemente um adolescente de 16 anos, resultando em coma, no Distrito Federal (DF), será realocado para uma cela isolada. A medida visa garantir o cumprimento da prisão preventiva estabelecida para o caso.
Detalhes da Agressão e Prisão
Turra é investigado por um incidente ocorrido no bairro Vicente Pires, em Brasília. A briga, que teria sido motivada pelo arremesso de um chiclete em um amigo da vítima, foi registrada em vídeos. Nas imagens, o piloto é visto empurrando o adolescente, que perde o equilíbrio, colide com a porta aberta de um veículo e desmaia.
O piloto foi detido pela Polícia Civil na sexta-feira (30) e teve sua prisão mantida em audiência de custódia realizada no sábado (31). O juiz responsável pelo caso, contudo, determinou que Turra seja mantido em um espaço separado dos demais detentos, considerando o risco à sua segurança pessoal diante da notoriedade do episódio.
Reações da Defesa e Novas Acusações
A defesa do adolescente em coma expressou “profundo desconforto” com a concessão da cela especial. Em nota, afirmou que a medida “reforça a sensação de privilégio e tratamento diferenciado”, comportamento que, segundo eles, tem sido observado desde o início do processo. Os advogados da vítima acusam as autoridades de favorecer Turra, atribuindo o tratamento especial ao seu status social e influência familiar na capital.
Por sua vez, o advogado de Pedro Turra, Eder Fior, informou em nota à Agência Brasil, no sábado (31), que seu cliente relatou ameaças de morte durante a audiência de custódia. A defesa também acusou os policiais responsáveis pela prisão de negligenciar o dever legal de proteção ao detido. Fior criticou o que chamou de “espetacularização indevida” do caso por parte da polícia, alegando desrespeito a uma decisão judicial que determinava a preservação da imagem de Turra, expondo-o de forma degradante e aumentando os riscos à sua segurança.
Histórico de Agressões e Impacto Profissional
Turra havia sido detido logo após a agressão inicial, mas foi liberado mediante o pagamento de fiança de R$ 24 mil, respondendo ao inquérito por lesão corporal em liberdade. A nova ordem de prisão foi emitida pela Justiça após a apresentação de evidências que ligam o empresário a outros episódios de agressão.
Entre os casos, há uma acusação de que Turra teria utilizado um taser (arma de choque) contra uma adolescente de 17 anos para forçá-la a consumir bebida alcoólica durante uma festa. Adicionalmente, outro indivíduo compareceu à delegacia para reportar ter sido agredido pelo piloto em junho do ano passado.
Após a repercussão dos eventos, Pedro Turra foi desligado da Fórmula Delta, competição de automobilismo onde atuava como piloto.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MatoGrossoAoVivo
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