O Banco Regional de Brasília (BRB) comunicou nesta terça-feira, 3 de outubro, a descoberta de informações significativas que poderão auxiliar as autoridades nas investigações relacionadas ao Banco Master. Estes achados incluem detalhes sobre a tentativa de aquisição da instituição financeira pelo próprio BRB.
A revelação foi feita por meio de nota oficial, na mesma terça-feira, pelo banco público vinculado ao governo do Distrito Federal. Conforme o comunicado, tais informações integram a primeira fase de um relatório preliminar elaborado por uma auditoria contratada especificamente para identificar eventuais atos ilícitos.
O BRB informou que um exemplar do relatório já havia sido protocolado junto à Polícia Federal (PF) em 29 de janeiro, e outro ao Banco Central (BC) no dia anterior, 2 de outubro.
Adicionalmente, o BRB esclareceu que está implementando uma série de medidas institucionais, administrativas, extrajudiciais e judiciais. Essas ações abrangem fundos de investimentos, garantias e carteiras de crédito que foram adquiridos pela instituição. O banco ressaltou que parte dessas iniciativas tramita sob sigilo e que novas providências serão tomadas com a máxima urgência para assegurar a efetividade na preservação dos seus interesses.
Detalhes sobre a Liquidação do Banco Master e da Gestora Reag
A liquidação do Banco Master foi oficialmente decretada pelo Banco Central em novembro de 2025. Similarmente, a liquidação da gestora de investimentos Reag foi anunciada na quinta-feira, dia 15.
Ambos os casos, do Banco Master e da Reag, emergiram como um dos mais graves eventos no cenário financeiro brasileiro. As investigações apontam para suspeitas de fraudes que podem somar bilhões de reais, além do alegado uso de fundos de investimento com o propósito de mascarar prejuízos e tentativas de resgate financeiro por meio de um banco público.
Sob o controle do banqueiro Daniel Vorcaro, o Banco Master teve uma ascensão acelerada no mercado, notabilizando-se pela oferta de Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) que prometiam rentabilidades significativamente acima da média.
Para manter esse modelo de negócios, conforme indicam os investigadores, o banco teria se envolvido em riscos excessivos e estruturado operações complexas. Estas teriam a finalidade de inflar artificialmente seu balanço patrimonial, ao mesmo tempo em que a liquidez real – ou seja, o montante de dinheiro prontamente disponível para reembolsar os investidores – sofria uma deterioração progressiva.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Google Notícias
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