Relatos divulgados nesta segunda-feira (data não informada) indicam que o banqueiro André Esteves, acionista de referência do BTG Pactual, teria sido o responsável por repassar informações privadas das esposas dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. A denúncia foi mencionada publicamente pelo ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, e repercutiu em comentários de redes sociais.
De acordo com as postagens, o suposto vazamento teria ocorrido durante auditorias internas realizadas no Banco Master. Nessas verificações, dados pessoais das duas mulheres teriam sido acessados e, em seguida, enviados a terceiros sem autorização. Até o momento, não há indicação de que as esposas dos ministros estivessem sob investigação formal.
As mesmas publicações citam a existência de uma investigação da Polícia Federal envolvendo a instituição financeira. Segundo esses relatos, a corporação apuraria possíveis irregularidades ligadas ao compartilhamento não autorizado de informações protegidas por sigilo bancário. Fontes oficiais da PF, porém, ainda não confirmaram publicamente a abertura de procedimento sobre o caso.
Procurados por veículos de imprensa, representantes de André Esteves não se manifestaram. O Banco Master também não enviou posicionamento até a última atualização deste texto. Já o BTG Pactual, onde Esteves atua como sócio, não figura nas citações referentes ao suposto acesso aos dados.
Anthony Garotinho, que trouxe o assunto a público, não apresentou documentos que comprovem a participação direta de Esteves no episódio. Mesmo assim, a menção do ex-governador gerou repercussão imediata no mundo político e jurídico, especialmente porque os dois ministros citados acumulam protagonismo em decisões do STF relacionadas a investigações de alto impacto nacional.
O eventual vazamento, caso confirmado, configuraria violação das normas de sigilo previstas na Lei Complementar nº 105/2001, que protege informações bancárias. A legislação prevê punições administrativas e criminais para quem acessa ou divulga dados sem autorização judicial ou consentimento do titular.
Até o fechamento desta reportagem, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli não haviam comentado publicamente as alegações. Também não há notícia de que qualquer ação judicial tenha sido protocolada pelas partes envolvidas.
As investigações, se confirmadas, deverão esclarecer a origem do suposto vazamento, a finalidade da divulgação e eventuais responsabilidades civis ou penais. Novas informações são aguardadas para os próximos dias.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MatoGrossoAoVivo
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