Brasília – O governo brasileiro condenou neste sábado (28) as ações militares realizadas pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã. Em nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty pediu que todas as partes envolvidas respeitem o Direito Internacional e adotem “máxima contenção”.
A chancelaria ressaltou que os bombardeios ocorrem “em meio a um processo de negociação que constitui o único caminho viável para a paz”, posição que o Brasil afirma defender historicamente no Oriente Médio. O comunicado faz referência às conversas sobre o programa nuclear iraniano, retomadas por Teerã e Washington dois dias antes dos ataques, em Genebra, Suíça.
O impasse sobre o tema dura décadas. A Casa Branca, o governo israelense e aliados ocidentais sustentam que o Irã pretende desenvolver armas nucleares; Teerã nega a acusação e afirma que seu programa tem fins pacíficos. Na sexta-feira (27), o ministro das Relações Exteriores de Omã, que atua como mediador, declarou que o Irã aceitou interromper o estoque de urânio altamente enriquecido caso chegasse a um acordo com os EUA, impedindo a produção de material suficiente para uma bomba atômica.
Logo após a ofensiva conduzida por forças norte-americanas e israelenses, o Irã respondeu com uma série de ataques a alvos no Oriente Médio. Explosões foram registradas em localidades que abrigam bases militares dos Estados Unidos nos Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
O Itamaraty reiterou que “a escalada de violência compromete os esforços diplomáticos em curso” e reforçou a necessidade de diálogo “urgente e contínuo” para evitar um conflito de maiores proporções na região.
Até o momento, não há relato oficial de vítimas brasileiras nem pedidos de evacuação. A embaixada do Brasil em Teerã informou que acompanha a situação e mantém contato com os cerca de 500 nacionais que vivem no país.
O governo brasileiro não mencionou eventuais sanções ou medidas adicionais, mas indicou que continuará trabalhando em fóruns multilaterais, como a Organização das Nações Unidas, para apoiar a retomada das negociações e a solução pacífica da disputa.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MatoGrossoAoVivo
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