Moradores de várias cidades do Irã saíram às ruas e às janelas na noite de sábado (28) após circularem informações de que o líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, havia morrido em ataques aéreos conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel. A notícia, inicialmente divulgada por autoridades israelenses à Associated Press, foi confirmada horas depois pela mídia estatal iraniana.
Vídeos verificados por agências internacionais como Reuters e AFP mostram grupos reunidos em vias públicas, tocando música, aplaudindo e buzinando em sinal de comemoração. Em Galleh Dar, província de Fars, manifestantes contrários ao regime derrubaram uma estátua de Khamenei.
Imagens por satélite indicam danos
Fotografias captadas pelo sistema Pléiades Neo, da Airbus DS, e distribuídas pela Associated Press, registraram danos no complexo residencial onde o aiatolá vivia em Teerã. As fotos foram feitas após a série de bombardeios atribuídos às forças norte-americanas e israelenses.
Pronunciamento de Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou a morte por meio de sua rede social: “Khamenei, uma das pessoas mais malignas da história, está morto”. A publicação ocorreu antes da confirmação oficial por parte das autoridades iranianas.
Comemorações começaram ainda durante a noite
Testemunhas ouvidas por veículos internacionais relataram que os festejos tiveram início pouco depois das 23h (horário local). Registros de áudio e vídeo mostram moradores de diversos bairros de Teerã assoviando, soltando fogos de artifício e tocando canções em alto volume. Naquele momento, segundo relatos nas redes sociais, não havia concentração expressiva de pessoas nas ruas; a maior parte das manifestações ocorria nas sacadas e janelas.
Protestos e repressão recentes
A celebração ocorre após semanas de tensões no país. Desde dezembro, o Irã enfrenta protestos motivados por dificuldades econômicas provocadas pelas sanções internacionais. Os atos ganharam força nos dias 8 e 9 de janeiro, configurando uma das maiores mobilizações contra o regime em anos. A repressão, de acordo com a Human Rights Activists News Agency (HRANA), resultou em mais de 7 mil mortes. O governo iraniano reconhece mais de 3 mil óbitos e atribui parte dos distúrbios a “atos terroristas” apoiados pelos Estados Unidos e por Israel.
Sucessão ainda indefinida
Com a confirmação da morte do líder supremo, a sucessão deve seguir os procedimentos previstos pela Constituição iraniana, sob responsabilidade da Assembleia dos Peritos, órgão que elege e supervisiona o ocupante do cargo máximo político e religioso do país. Até o momento, não há anúncio oficial sobre o processo de escolha do novo aiatolá.
As celebrações prosseguiam nas primeiras horas da manhã de domingo, enquanto o governo organizava os procedimentos formais para comunicar a nação e iniciar o ritual de luto oficial.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Conexão Política
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