A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a instauração de um inquérito. O objetivo é investigar o vazamento de informações sigilosas extraídas de seu telefone celular. Dentre o material divulgado, destacam-se conversas íntimas e supostos diálogos com figuras de autoridade, incluindo o ministro do STF Alexandre de Moraes.
Em nota oficial, os advogados de Vorcaro afirmam que o conteúdo, possivelmente editado e descontextualizado, tem sido amplamente veiculado em diversos meios de comunicação. Eles ressaltam que sequer a própria defesa teve acesso integral ao material que vem sendo publicado pela imprensa.
Investigação sobre a origem dos dados
O pedido formal da defesa requisita a abertura de um inquérito para determinar a origem dos vazamentos. Além disso, busca que a autoridade policial responsável apresente a lista de todas as pessoas que tiveram acesso ao conteúdo dos aparelhos apreendidos. Os advogados esclarecem que a intenção não é investigar os jornalistas que publicaram as informações, mas sim apurar a responsabilidade daqueles que tinham o dever legal de guardar o material, que permanece sob sigilo judicial.
A defesa argumenta que as autoridades que falharam em resguardar o sigilo devem ser identificadas e responsabilizadas. Para os advogados, tais atos não apenas expõem indivíduos sem conexão direta com a investigação, como também prejudicam o esclarecimento dos fatos.
Conteúdo das mensagens e negação de Moraes
Entre as comunicações que vieram a público, prints de supostas trocas de mensagens entre o banqueiro e o ministro Alexandre de Moraes foram divulgados pelo jornal O Globo na última sexta-feira, 6 de outubro. Contudo, em resposta ao veículo, Moraes negou categoricamente ter recebido tais mensagens, classificando a alegação como “ilação mentirosa” destinada a atacar o STF.
Outras conversas atribuídas a Vorcaro, especialmente com sua ex-namorada Martha Graeff, revelam um aparente contato próximo com parlamentares, políticos e membros do Judiciário. Nesses diálogos, Vorcaro teria discutido temas relacionados ao Banco Master, como a tentativa de vender a instituição ao Banco Regional de Brasília (BRB).
A defesa informou que o espelhamento dos dados dos aparelhos do banqueiro foi entregue aos advogados em 3 de março. Segundo eles, o disco rígido foi imediatamente lacrado na presença da autoridade policial, dos advogados e de um tabelião, para assegurar a confidencialidade das informações.
Histórico da prisão
Daniel Vorcaro foi detido novamente na manhã da quarta-feira, 4 de outubro, pela Polícia Federal. A prisão ocorreu no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero. No ano anterior, o empresário também havia sido alvo de um mandado de prisão da mesma operação, mas obteve liberdade provisória mediante o uso de tornozeleira eletrônica.
A nova ordem de prisão foi fundamentada em mensagens encontradas no celular do banqueiro, apreendido durante a primeira fase da operação. Nesses diálogos, Vorcaro supostamente profere ameaças a jornalistas e a indivíduos que teriam se oposto aos seus interesses.
A Operação Compliance Zero investiga alegadas fraudes bilionárias no Banco Master. Essas irregularidades teriam gerado um prejuízo estimado em até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), valor destinado ao ressarcimento de investidores.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Google Notícias
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